República bolivariana do Brasil

Do jeito que as coisas vão indo, a cada dia que passa aumenta meu medo de que o PT volte ao poder e continue sua luta pela “bolivarianização” do nosso país.  Acabo de rever uma estarrecedora entrevista do Lula, na qual ele exalta seus amigos Chávez e Maduro, constantemente elogiados por Gleisi Hoffman, consagrando-os como grandes e belos exemplos a serem seguidos.

É incrível constatar que uma expressiva parcela da população manifeste nas pesquisas sua intenção de votar no novo poste do Lula, mesmo depois de ter visto no que deu a eleição do poste anterior e após ter sofrido na carne os efeitos desastrosos de 13 anos de desgoverno que arrasaram o nosso país, hoje com índices de pobreza, analfabetismo funcional, endividamento das famílias, taxas de desemprego, etc., sem precedentes.

Falando em pesquisas, não entendo o porquê desta guerra furibunda e cruel contra o Bolsonaro, declarada por uma boa parte da mídia e por todos os seus concorrentes. Se nessas mesmas pesquisas o Bolsonaro perde para todos no segundo turno, por que se preocupar com ele e não com o verdadeiro inimigo, aquele que está em segundo lugar e crescendo? Não seria ele a verdadeira ameaça para o futuro do Brasil? Ou será que os demais candidatos não são patriotas? O Álvaro Dias seguramente é. Declarou que temos que fazer tudo que estiver ao nosso alcance para evitar que a maior organização criminosa de que se tem notícia na história deste país volte ao poder.

Concordo integralmente com ele.

Se o antídoto contra o PT for Bolsonaro, então que seja ele o eleito. Terá o meu voto e de todos os cidadãos que não querem permitir que a corrupção, o patrimonialismo e a incompetência se instalem novamente no governo para completar a impiedosa tarefa de dizimar o país que começou em 2002.

Enquanto o Bolsonaro nem fazer campanha de rua pode (o seu forte), já que está no hospital lutando para se recuperar do atentado de que foi vítima e tem que se contentar com míseros 7 segundo de tv e rádio, e com as redes sociais, além de ter que se defender do fogo amigo disparado por seus companheiros Paulo Guedes e Mourão, o Geraldo Alckmin gasta o seu enorme tempo  tentando convencer o eleitorado de que ele é quem deve ir para o segundo turno para vencer o PT. Só ele, que perde até em São Paulo, feudo do seu partido há décadas, acredita nessa possibilidade. O PSDB cometeu erros demais, e está pagando por eles. Fez palanque duplo em São Paulo e aliou-se ao “Centrão” de notórios bandidos tipo Valdemar Costa Neto (perdeu meu voto por causa disso) para ter mais espaço no horário politico obrigatório, que não está produzindo os efeitos que ele desejava.

Mas a situação ainda não está nada alvissareira.

O PT, que domina o Nordeste onde os panfletos espalhados pelas ruas estampam, sem a menor cerimônia, “vote Lula, vote 13”, está se revigorando lá da carceragem da Polícia Federal de Curitiba, comitê central do partido. Seu líder acaba de ser liberado pelo velho amigo Ministro Lewandowski para ser entrevistado pela imprensa por detrás das grades, nova oportunidade para engambelar o eleitor menos esclarecido com mensagens de que eles são os únicos defensores da democracia e do povo, que jogaram na miséria.

Defensores da Democracia?

Mentira!

Basta ler as declarações do meliante ex-ministro José Dirceu, solto por seu ex-funcionário Dias Toffoli, ao jornal espanhol El País: “nós vamos tomar o poder, o que é diferente de ganhar uma eleição”.

Como a luta armada caiu de moda, agora o poder deve ser conquistado pelo voto, conforme preconiza o filósofo comunista da era pós Marx, o italiano Antônio Gramsci (1891-1937), membro fundador e secretário geral do partido Comunista da Itália, que entre outras tantas “pérolas” sacou esta: “é preciso atrair violentamente a atenção para o presente como ele é, se se quer transformá-lo”. Aliás, como o PT vem fazendo com o “nós e “eles”, preconizando a “luta de classes” e a violência.

Se não unirmos todas as nossas forças em sentido contrário, poderemos ter no futuro próximo o seguinte quadro desesperador: Lula (Haddad) na presidência, Dilma presidente do Senado, Gleisi Hofmann presidindo a Câmara e Dias Toffoli no Supremo. A propósito, quando ele assumiu a presidência da nossa mais alta corte, recebi de um amigo essa joia: “Existem dias ruins, dias péssimos, dias horríveis e agora, Dias Toffoli. Que Deus nos proteja!”

Com os três poderes da República nas mãos de tais personagens, não resta dúvida de que estaremos a um passo da criação da República Bolivariana do Brasil.

Será que merecemos isso?

Vade retro, Satanás!


Flavio Faveco Corrêa


Artigo publicado no Correio Popular, maior jornal de Campinas

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