Coligação: a solução para um futuro sustentável

Há poucos dias, uma frase estupenda do excelente jornalista e analista político William Waack, a respeito das eleições que se avizinham, sintetizou bem o momento que o País vive. Depois de participar como moderador de um importante evento com presidenciáveis, concluiu usando metáfora cinematográfica:

“8 candidatos e um segredo”

Os líderes mais significativos da constelação política nacional, com a colaboração de competentes e reconhecidos assessores, concluíram os diagnósticos que identificam soluções a serem aplicadas para resgatar o País desta difícil situação em que se encontra. Os partidos de centro, diferentemente dos partidos de direita e esquerda, são unânimes em eleger o ajuste fiscal como prioridade máxima. A partir desta premissa, a reforma do Estado e a reforma política, são pontos pacíficos. O consenso se aplica à redução da máquina pública acompanhada de robusto projeto de privatizações. A reforma da previdência e a reforma tributária fazem parte, deste programa amplo que permitirá a recuperação do equilíbrio fiscal, fundamental para produzir um ambiente de segurança e credibilidade para o retorno dos investimentos no País.

É uma agenda realista e responsável para viabilizar a retomada do crescimento econômico. Está sincronizada com a opinião pública, que nos faz lembrar o coerente movimento de rua em 2013, que exigia do Estado respeito à dignidade dos cidadãos brasileiros.

Por outro lado, as propostas divulgadas em poucas oportunidades pelos radicais de esquerda e direita, são retrógradas e eivadas de cunho populista. Transmitem desconfiança, inconsistência e falta de autenticidade. Os candidatos são polêmicos, intempestivos e sem apoio político para recuperar um Estado agigantado e deformado pela incompetência e pela cleptocracia das recentes gestões.  Recuperar os prejuízos morais e econômicos herdados das administrações anteriores, será uma delicada e difícil missão que exigirá um responsável projeto de governo, com credibilidade e apoio do Congresso Nacional. Exatamente o que, seguramente, não terão.

Corrupção é o argumento central da desilusão da sociedade, além dos já convertidos em verso e prosa, pelas muitas gerações sofridas: segurança, educação, saúde, criação de emprego, etc.

A Lava Jato é sem dúvida um marco na história do País e responsável pelo antes e o depois. Com apoio total da sociedade e da justiça brasileira, jamais um corrupto sentará novamente na cadeira presidencial. A sociedade, apesar de tudo o que tem ocorrido no STF, acredita que a maioria dos ministros da suprema corte não permitirá.

O País vive um conjunto de crises localizadas nos pilares da democracia. No Executivo, Legislativo, no Judiciário e mais especificamente na, menos confiável, suprema corte. Isto é visível e traz enorme insegurança à sociedade. A consequência é a paralisação dos investimentos, do consumo e da produção.

O ocorrido com os caminhoneiros só aconteceu pela fragilidade e impotência dos governantes. Os três mais importantes representantes do poder executivo, com cartões amarelos aplicados pelo judiciário, apequenaram-se perante sindicatos experientes e atrevidos, concedendo-lhes ajustes inconstitucionais.

A interferência do Estado foi desastrosa e mal orientada. A lei universal da oferta e da procura estabeleceu fretes mais baratos do que aqueles determinados pelas tabelas inúteis. Fica esclarecido que a quantidade de caminhões, é maior que o volume de produtos a serem transportados.

A incerteza gerada por todas estas inquietudes que se amplia no campo político em ano eleitoral, estressa os cidadãos e prejudica a visão mais clara do cenário macro econômico.

Lideranças dos partidos do centro, conforme manifestações públicas, concordam com os princípios liberais, base para o apoio popular e parlamentar de um exitoso futuro governo. Tudo leva a crer que existe um consenso responsável em torno de uma plataforma comum, que promova a coligação destes partidos, para vencer as próximas eleições.

Com esta possibilidade, o movimento natural passa a ser a indicação de um candidato único, fruto desta coligação, que preencha os requisitos adequados e com possibilidade eleitoral de chegar à Presidência da República.

Esta coligação ampla é a grande esperança para as mudanças desejadas pelos brasileiros. É o momento mais precioso que tem o cidadão para, alijar da política nacional, aventureiros e oportunistas. O momento exige o voto democrático e consciente, para as mudanças que o País necessita.


Manoel Francisco Pires da Costa, presidente DiarioNet

 

 

 

 

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