A herança do vale tudo pelo poder

 

O ano de 2016 já abre na esteira dos problemas econômicos, políticos e éticos não resolvidos pelo governo anterior. Pelo contrário, voltam para a mesa de discussões, agravados pelas divisões dentro de um governo desarticulado, desmoralizado e sem condições de propostas coerentes com o mínimo de credibilidade. É óbvio o que está acontecendo! É a soma da incompetência, populismo e corrupção que chegou desavergonhadamente ao conhecimento da sociedade que, até então, pelo marketing inescrupuloso e falso, acreditava nas historias insanas da atual chefe de governo. O cidadão brasileiro, além de indignado, está cada vez mais consciente de que foi usado e enganado pelas peripécias irresponsáveis e criminosas aplicadas pela D. Dilma e sua equipe de pedaleiros: Mantega, Arno, Adams e Barbosa, seu atual Ministro da Fazenda.

A realidade trouxe, como presente de ano novo, os piores índices macroeconômicos de que se tem notícia. Inflação acima de 10%, crescimento negativo em torno de -3.7%, juros Selic 14,25%, dólar cotado a R$ 4,00 e de acordo com a OIT em 2016 há uma previsão da ordem de 700 mil desempregados. Dados ainda sujeitos a ajustes finais. Portanto, razões existem para a sociedade repudiar a atual gestão, responsável pelos lamentáveis indicadores já de conhecimento público.  Os consumidores e contribuintes terão que saudar esta conta, contraída por incautos e falsos gestores, que permitiram acumular uma dívida gigantesca que resultou na perda do grau de investimento e desmoralizou a imagem do Brasil nos mercados internacionais. O custo desta irresponsabilidade será alto. A tentativa de buscar o equilíbrio fiscal via mais tributos, é inadmissível pela sociedade. Teremos aí, isto sim, mais uma excelente razão para as ruas se manifestarem a favor do afastamento da Presidente e de seus colaboradores.

A participação do País em relação ao comércio exterior é lamentável. Nos acordos internacionais que estão ocorrendo pelo mundo afora, não houve espaço para o Brasil, estamos fora de todos os que já se concretizaram até agora. Com a aprovação da Trans-Pacific Partnership (TPP) que reúne 40% do PIB mundial, a situação do Brasil se complica ainda mais. Na avaliação dos especialistas, nossa política comercial tem que ser reavaliada, visto que, até agora, as relações de comércio do Brasil com outros países, além de pouco significativas e de caráter regional, obedecem com prioridade a identidade ideológica dos parceiros. Com a palavra o Sr. Marco Aurélio Garcia.

A corrupção na administração pública resultou nos episódios conhecidos como “mensalão” e “petrolão”.  Felizmente, instituições como Ministério Público, Justiça Federal, Procuradoria e Polícia Federal, todos com alto grau de credibilidade e apoio da sociedade e da imprensa, executam seu trabalho com extrema competência.  Com autonomia responsável, cumprem com independência junto aos demais poderes da República, suas funções definidas pela Constituição Federal. Como resultado destes procedimentos dezenas de políticos, empresários e executivos de empresas públicas e privadas, encontram-se presos e respondendo aos mais diversos processos, já instaurados, pelos crimes cometidos. Fato inédito na história do nosso País. Há necessidade de mudanças profundas na política e na administração pública, para que possamos evitar fatos desabonadores como os que ocorreram.  Tem de ser reorganizado o modelo de coalizão política, que hoje vem ocorrendo, com um obsceno relacionamento entre Executivo, Legislativo, Empresas Públicas e Privadas, nos governos Lulopetistas. O que aconteceu no Brasil foi a criação do maior esquema de corrupção instalado na sede do governo e por ele patrocinado, para manter-se no poder. A crise política e econômica que estamos vivendo trará para as ruas o povo indignado e exigindo mudanças concretas. A falta de credibilidade desse governo não tem retorno. As mudanças que a sociedade quer hoje, sem ferir a democracia, passa pelo Tribunal de Contas da União que reprovou as pedaladas já reconhecidas pelo executivo. Esta lambança incontestável será julgada no Congresso Nacional e finalmente pelo Superior Tribunal Federal que, com a pressão do povo e a legitimidade dos fatos, não faltará com a justiça. O que a maioria dos brasileiros quer é o resgate da dignidade e transparência na Administração Pública. O impeachment é o único remédio que poderá salvar o País. A desmoralização sofrida pelos nossos governantes, nesses últimos oito anos, era previsível, embora não desejada. O governo está nu em praça pública. A retórica falsa, já não sensibiliza a população brasileira.

Pedindo permissão à Ministra Carmen Lucia, vou transcrever parte do texto de sua lavra, quando encaminhava seu voto na sessão do STF e onde sintetizou seu pensamento sobre as anomalias em que estamos vivendo – “Na história recente da nossa pátria, houve um momento em que a maioria de nós, brasileiros, acreditou no mote segundo o qual uma esperança tinha vencido o medo. Depois, nos deparamos com a Ação Penal 470 (mensalão) e descobrimos que o cinismo tinha vencido aquela esperança. Agora parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo. O crime não vencerá a justiça”.

É esse o entendimento das ruas e, temos certeza, havendo o julgamento justo pela corte, consolidando o afastamento da Presidente, teremos o renascimento da fé e da esperança do, já tão sofrido, povo brasileiro.

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 Manoel Francisco Pires da Costa é diretor-presidente do Diarionet Comunicações.

 

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